segunda-feira, 23 de abril de 2018

E então, Palmier, quando te mudas?


Talvez quando receber o carro novo e conseguir escalar para dentro da garagem… sim, escalar. Porque o meu carro, que não é propriamente um desportivo, não entra. Verifiquei isso mesmo este fim-de-semana, perante o olhar estarrecido de um grupo de turistas. Ali estava eu, vrum, vrum, pódérósaaaa,  a sacar do comando, o portão- lindo por sinal - a abrir, os arbustinhos lá dentro a dizer-nos olá e a cintilar à luz do sol, e vá de embicar o carro para o interior, as rodas da frente sobem o passeio, sobem o lambril da garagem e antes das de trás iniciarem a sua subida, raccckkkkcchhhhhhhcccracc, a parte de baixo do carro a arrastar no chão. Lá fiz marcha-atrás, outra vez o raccckkkkcchhhhhhhcccracccckhhh, e os turistas de boca aberta e mão na cabeça, lá cheguei tudo à esquerda - que os degraus são mais baixinhos - para fazer a segunda tentativa, lá pus as rodas da frente, raccckkkkcchhhhhhhcccracccckhhh, lá voltei a fazer marcha-atrás, raccckkkkcchhhhhhhcccracccckhhh, lá fechei o lindo portão, fiz adeus aos turistas e fui-me embora.

Pois que vejamos: a Câmara exige que na reconstrução dos edifícios se façam garagens, o que me parece muito bem, já que todos sabemos o inferno que é estacionar nesta cidade, os cidadãos fazem os projectos de reconstrução com garagem, a Câmara aprova o projecto com aquela garagem mas, depois, o senhor do departamento de acessibilidades, que verifica estas coisas na prática, diz, literalmente – o senhor disse mesmo isto - que se está nas tintas para os carros, se entram ou não, e que só quer saber dos peões, e que, para os peões, os passeios não podem ter inclinação.

Moral da história: os carros não entram nas garagens que a Câmara aprovou...


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Assim uma ermster ou hipsmita

Ou seja, uma hipster dos ermitas. Com uma gruta super cool, cheia de tapetes fofinhos, aquecimento central e uma barba bem aparada. Não quero nada ser uma ermita cheia de folhas secas presas num cabelo emaranhado.

Mas tinha de ser uma ermita com algum estilo

Não podia ser assim uma coisa toda desconchavada.

Na verdade, na verdade...

O meu sonho era ser ermita.

(mas não sei porquê, não me deixam...)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Hello!

Fui ao cabeleireiro pintar o cabelo logo às oito da manhã, que é programa que abomino, mas tem de ser, uma vez que pretendo continuar a enganar toda a gente com a minha incrível juventude de cabelo castanho médio, referência N345, e logo eu que detesto ir ao cabeleireiro hoje quase quis que demorasse mais uns quinze minutos, que me faltavam sete páginas para acabar Os Despojos do Dia e estava mesmo lançada, nem mesmo a voz estridente da senhora das tintas me conseguiu desconcentrar, e, digo-vos, a voz estridente da senhora das tintas é capaz de acordar um urso hibernado a sete quilómetros de distância, mas pronto, por outro lado ainda bem que fiquei com aquelas belíssimas sete páginas para logo à tarde, para quando for levar a minha filha à situação de andar de patins, porque tê-las ali à minha espera também é muito bom.

(agora tenho de ir à procura do filme)

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Diário de bordo

Desde que a Capitã Cuca abraçou uma vida de blogger de sucesso, com corridinhas junto ao rio, lojas e restaurantes gourmet, que fiquei aqui sozinha a tomar conta do navio Aleph. Na sua apressada saída deixou-me apenas um pequeno baú com uma camisa de noite até aos pés, de um branco imaculado, com instruções específicas para só ser usada nos três dias do vento dos loucos e um vale para, em momentos de desespero, chamar Fernando Josué. Á proa do navio, vestida com a camisa de noite até aos pés, com o cabelo num desalinho como é meu apanágio, lutei contra o vento dos loucos durante dois dias e duas noites. Ao fim da segunda noite insone, derreada pela força das ondas e os uivos do vento, desci ao porão, abri o baú, e chamei por Fernando Josué que se materializou numa questão de segundos. Não sabia eu que Fernando Josué era uma pérfida armadilha preparada pela ex-capitã para me obrigar a fazer má figura perante os outros piratas que cruzam os mares.. Fernando Josué, a gaivota, pousou no mastro mais alto do navio e ali ficou durante dias e dias e noites e noites, alternado os seus gritos entre um saco de gatos à luta, um bebé recém nascido com cólicas insuportáveis e infindáveis gargalhadas maquiavélicas. Tentei de tudo, deitei-me no catre sob uma pilha de trezentos cobertores, bati as palmas para afugentar Fernando Josué, escondi-me dentro de um barril de rum mas em lado nenhum estava a salvo dos terríveis sons por ele emitidos. Foi então que decidi jogar-me ao mar. Enchi a minha bóia de flamingo, tapei o nariz e mergulhei de pés no oceano revolto. A última imagem que vi foi esta: Fernando Josué gargalhando vitorioso no cimo do mastro. 



segunda-feira, 26 de março de 2018

Chefs. Chefs everywhere...


Foi ontem. Fomos almoçar àquele restaurante do Guincho, aquele do peixe ao pão e ao sal, aquele com uma qualidade irrepreensível e que nunca desilude. Logo quando chegámos estranhámos a lentidão do serviço, o pão que nunca mais vinha, e depois veio o pão mas não veio a manteiga, olhe, por favor, pode trazer a manteiga? Trago já, minha senhora. E os minutos a passar e a pessoa esganada de fome. Não se esqueceu da manteiga, não? Vem já, minha senhora. Foi então que, longos minutos passados, o empregado se apresentou com um pratinho de manteiga de cebola roxa e um amuse-bouche de pato com cardamomo e outras coisas igualmente incompreensíveis. E então a pessoa começa a tremer, a dúvida a instalar-se lentamente, de forma insidiosa. Será?! Será que este restaurante também foi tomado por um Chef?! Não. Não pode ser. Este não. E então fazemos o pedido, o clássico robalo ao sal para os adultos, ok. tudo bem, tudo certo, e depois, como a minha filha está naquela fase de dizer que não gosta de peixe, deixa cá correr a lista: ora bem, para a menina pode ser este prego, mas sem ser no pão, está bem? Traga o bife no prato, por favor, com batatas fritas. Ah, não, isso não pode ser. Desculpe? As coisas têm de sair da cozinha como estão na ementa. E então a pessoa tem aquele calafrio. Não estou a perceber…? O Chef é muito rigoroso, minha senhora. O calafrio transforma-se rapidamente numa estalactite atravessada na garganta, e a pessoa então começa a soletrar:  di-ga ao che-fe que po-de fa-zer o bi-fe da ma-nei-ra que qui-ser. Só não tem de o por no pão, certo? É então que um dos empregados mais antigos se apresenta para salvar a situação e diz bichanando, como que em confidência, olhando assustado em direcção à cozinha: Não há problema, minha senhora, o prego vem no pão e nós aqui desmontamos. Não se preocupe, mas assim fica tudo resolvido e não há confusão lá dentro, com o Chef.

E assim foi, o prego veio no pão como o Chef exige e o empregado de mesa tratou de o tirar do pão para o servir aos clientes como eles efectivamente o queriam – sem pão. E pronto. Assim se perde mais um restaurante para as garras de um Chef déspota…  

quinta-feira, 22 de março de 2018

Mas podem sempre virar o ecrã do computador de lado...

Eu queria ser amiga, fazer um vídeo da Grande Obra, que, tirando uns detalhes mínimos, está finalmente acabada, mas depois não percebo o que raio aconteceu ao telefone, deve estar com tonturas, ou com o síndrome de Ménière ou qualquer coisa assim, que nos primeiros dois minutos virou a imagem ao contrário, por isso olhem, boa sorte com este incrível momento cinematográfico!


sexta-feira, 16 de março de 2018

Ah, sexta-feira, aquele dia em que uma pessoa chega a casa, pronta para descontrair

E se depara com uma cartinha da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, e então a pessoa fica a tremer e com palpitações, Ahhhhhhh, NÃOOOOOOOOOO, MAIS UMA VEZ NÃOOOOOOOOO, pronto, vou mesmo ficar sem carta, estou feita, e então a pessoa abre o envelope à maluca e lá está o meu nome, e a referência ao veículo tal, que circulava a 114 km/h numa zona de 80 km/h, como é que isto é possível?! Eu sou aquela criatura que agora cumpre escrupulosamente todos os limites de velocidade, sou aquela condutora que é insultada diariamente por todos os outros condutores, sou o homem de boné que guia em cima do volante, onde, por Deus?!, onde raio aconteceu isto?!, e então a pessoa começa a ver, e, errrrrrr... aconteceu em Espinho. Em Espinho?! mas eu nunca estive em Espinho, e então a pessoa vira a folha, olha para o verso e lá está a fotografia da viatura. Com a minha matrícula. Circulando em excesso de velocidade. Acontece que, em vez do meu formoso automóvel alemão, o que lá vemos parece-me ser um curioso Renault...





quarta-feira, 14 de março de 2018

Que orgulho nesta chuva torrencial! Somos praticamente as Caraíbas da Europa!


Fui muito cedo porque não domino aquela zona da cidade, tão fora do meu circuito habitual que, para mim, é praticamente no Porto, e como não queria – nunca quero – chegar atrasada, saí de casa numa grande pressa e sem tomar o pequeno-almoço. Cheguei cedo de mais – como sempre – e fiquei ali no carro a ver a chuva a cair, cada vez mais forte, torrencial, mas tinha muita fome e então vi lá à frente, por entre o lençol de água, uns toldos que, pensei eu, eram de um café. Ganhei coragem e fiz-me à depressão. Foi então que o tempo parou e a chuva aproveitou para cair em forma de catarata, os semáforos demoravam horas para passar a verde, o parquímetro a uma eternidade de distância, o café não era um café mas um restaurante fechado, e aquela zona de Lisboa é, provavelmente, a única que não tem um café porta sim, porta sim, aliás, as portas estavam todas fechadas e o vento, caprichoso, atacava de todos os lados, o chapéu virou-se e a chuva, obstinada, vinha do céu e do chão, passava-me em rios por cima dos sapatos, rios esses que eram mais à frente cortados pelas rodas dos carros e que voltavam a mim em chapadões de água, muita água, tanta água, quase posso jurar que, a páginas tantas, no meio daquele oceano continental, fui atingida por caranguejos, peixes-espada e robalos grelhados e vi passar sereias e tritões com mantos de musgo e chapéus-de-chuva feitos de cogumelos gigantes. Infelizmente não tenho provas, uma vez que o meu telefone não dá para tirar fotografias à chuva.

sexta-feira, 9 de março de 2018

quinta-feira, 8 de março de 2018

A quantidade de mails que recebi hoje incitando-me a comprar coisas que, prometem, farão de mim uma mulher empowered, não tem explicação

E para contrariar aquela situação dos stands que não querem ter quaisquer assuntos com as mulheres, até recebi este sms super inclusivo:


Que isto já se sabe, há que alargar o público alvo e toda a gente sabe que só se consegue atrair uma mulher a uma oficina se usarmos esta linguagem sugestiva, uma coisa que a faça visualizar a sua viatura com um roupão turco de um branco imaculado, com duas rodelas de pepino nos farolins, a fazer um programa detox and beauty, cheio de creme refirmante e um banho de flor de sal cheio de espuma para rematar um dia em cheio...

terça-feira, 6 de março de 2018

Diamond rings and chevrolets (a saga)




E enquanto lá fora se brincava aos absurdos, cá dentro, nos bastidores, a azáfama era pior que o Deus nos livre, toda uma máquina bem oleada, com filas e filas de mesas, cada uma com a sua funcionária diligente que encomendavam bolos de aumentar e diminuir, sombras para pôr atrás dos cortinados, gatos cheshire com sorriso e sem sorriso, com cabeça e sem corpo, com corpo e sem cabeça, numa miríade de alternativas infindáveis, chapéus altos e de coco, lagostas, pescadinhas de rabo na boca, chávenas de chá, relógios de bolso e o diabo a quatro, que nestas histórias nunca se sabe que adereço vai ser necessário e é preciso estar prevenido. Sim, diziam as diligentes funcionárias da Wonderland, Inc. para os auriculares, entregue por favor nos nossos armazéns com entrada pela conduta de esgoto entre dois prédios, impreterivelmente até ao bater das doze badaladas. A controladora de operações passeava-se, orgulhosa, entre as filas de mesas, era apenas mais um dia de trabalho nos escritórios da Wonderland, Inc. e tudo corria sobre rodas, afinal aquela era uma equipa muito experimentada e segura. Foi exactamente nesse momento, o momento em que a controladora de operações se permitiu esboçar aquele princípio de sorriso, que uma luz cor-de-laranja se acendeu lá ao fundo, acompanhada da sirene de alarme de ruptura de stock na mesa 26 da fila G7. A controladora, num esgar de horror  e passando a mão pelo seu pescoço prestes a ser decepado, disparou em direcção à mesa de crise e interrogou a diligente funcionária: ponha-me imediatamente a par da situação, o que é que não temos, o que nos vai falhar?! E então a funcionária, lívida e com gotículas perladas formando-se-lhe na testa, respondeu: são os flamingos para o cricket, Chefe, o pessoal do Lago Tanganica, Lda., está a falhar no fornecimento e há três dias que ninguém nos atende as chamadas…


sexta-feira, 2 de março de 2018

A propósito do comentário da Anónima ao post anterior, sobre o draaaaaaaama das atitudes sexistas (toma lá, agora que te aconteceu a ti, gostaste?) com que nos deparamos ao longo da nossa vida, a única coisa que tenho a dizer é:


Nunca me incomodei particularmente com este tipo de situações porque quem está mal não sou eu, quem está mal são as pessoas que as praticam, caramba, é preciso que tenhamos alguma segurança em nós próprias… cruzamo-nos com pessoas parvas na nossa vida? Sim. Elas definem-nos? Não. Limitam-se a definir-se a elas próprias…

quinta-feira, 1 de março de 2018

Porque ir a um stand de automóveis é sempre uma experiência enriquecedora



Desde que tive o acidente que decidi que, quando trocasse de carro, passaria para o primeiro andar, que isto de andar cá em baixo, ao nível da estrada, é um verdadeiro martírio para as pessoas que, como eu, são umas assustadiças ao volante. Ora, no outro dia, ía eu muito bem no meu carro ao nível da estrada, quando vislumbrei ao longe um modelo novo de um jipe/suv (não sei bem o termo técnico), bué lindão, que servia perfeitamente para mim, sobretudo porque não me pareceu tão alto como outros, que tenho cá a sensação que a entrada da garagem na Grande Obra, com a inclinação da rampa, não dá para grandes aventuras. Acontece que o carro já ía lá à frente e, por mais que tivesse acelerado, tipo stalker (no meu estilo assustadiço), não o consegui ver como deve ser. Então resolvi ir ao stand para examinar o carro e saber se o podiam levar à Grande Obra para ver se cabe. Ah, o que eu gosto de ir a stands…
Entrei, olhei em volta e nada do carro, perguntei então ao senhor que lá estava se não tinham nenhum, que eu gostava de ver, e o senhor respondeu-me que tinham dois de serviço para venda na Expo, que é sempre aquela resposta estranha, uma vez que – não tendo nada contra – não lhe tinha perguntado pelos carros de serviço. Mas, bom, não podemos valorizar muito, que é bem sabido que quem compra carros em geral e novos em particular são os homens e como eu não levava nenhum homem para mo comprar não era, obviamente, uma cliente de fiar. Mas já que ali estava e para não dar o tempo por perdido, lancei a minha mãozinha para o botão de abertura bagageira de um outro modelo que lá tinham, que isto já se sabe, as mulheres nos carros só querem saber do espaço da bagageira e se os espelhos das palas têm luz, e eis se não quando o senhor dá uma salto de gazela, ultrapassando-me pela direita, interpondo-se entre a minha mão e o automóvel e diz-me indignado, praticamente gritando “Miiiiinha senhoooora!, Este é o nosso topo de gama!”, como quem diz: não mexe, não toca, porque estraga!, e então, qual feiticeiro praticando o truque de magia mais incrível do universo, toca no dito botão e diz-me, aí sim, suavemente e com voz de veludo, como se a bagageira a abrir sozinha pudesse ser confundida com um leão em posição de ataque a rugir na savana  “não se assuste, é automático”.

E pronto. Vim-me embora.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A herança


Como o assunto continuava pendente vai para sei lá quantos anos, combinei finalmente com o meu primo ir tratar da questão, tinha que ser, era hoje ou nunca, e então lá fomos os dois, metemo-nos no carro e arrancámos em direcção à herança. Era dia de tomar posse do nosso edificado! Uma vez chegados procurámos por entre as várias ruas o nosso espólio, a excelente herança que todos nós ambicionamos receber um dia: um bonito jazigo.
Acontece que as coordenadas que nos tinham dado não conferiam exactamente e não demos com o jazigo, e então começámos a andar por ali fora, num tour pelo cemitério, uma experiência bizarra que foi tomando conta de mim, transformei-me numa investigadora diplomada a espreitar por todas as janelinhas, as casinhas com os seus caixões e mesas-de-cabeceira repletas de molduras com fotografias dos defuntos que ali residem, outras, com um decor mais aprimorado, incluíam crucifixos, santinhos, flores de plástico, candelabros, mantas, sapatos de quarto e passarinhos de loiça, num mundo paralelo ao nosso onde, aposto, os mortos se encontram nos jazigos uns dos outros para conversas silenciosas à sombra dos ciprestes, imagino a rebaldaria que para ali vai a altas horas da madrugada, excepto, talvez, nos jazigos em ruínas, aqueles cujos mortos já não têm ninguém vivo, aqueles com flores de plástico espalhadas pelo chão por entre a caliça das paredes esburacadas e que melhor representam o esquecimento, nesses já não há vivalma, aí reina a deslembrança total, são jazigos onde os mortos foram assassinados por ausência de recordação. Mas bom, depois de espiar todos os jazigos e do meu primo estar aterrado com a minha propensão mórbida, acabámos por nos deslocar à secretaria do cemitério para tratarmos da papelada e nos indicarem qual era, afinal, o nosso legado. E foi então que a Célia se debruçou sobre o computador e gritou lá do fundo para a Mónica, enquanto teclava furiosa e repetitivamente a mesma tecla, um teclar capaz de fazer ressuscitar todos os mortos em redor:
- Oh Móoooonica, o Anúbis foi-se abaixo!
E eu então olhei em redor, então o Anúbis, o Deus Egípcio da morte, estava ali?! O guardião dos túmulos tinha-se ido abaixo?! Coitadinho! Pudera, com tanto trabalho é natural que se sinta mal, que isto os Deuses já não são o que eram! Mas a Célia voltou a vociferar lá de longe: 
- Oh Móoooonica, reinicia aí o Anúbis, faxavor,
E eu então pensei que aquilo era uma private joke muito sofisticada entre as meninas da secretaria, mas ao mesmo tempo aquilo foi dito com uma expressão tão vazia que tive mesmo de lhes perguntar, e não, não era uma private joke, afinal Anúbis é mesmo o nome do sistema informático dos cemitérios de Lisboa.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Momento de auto-piedade

Sábado, oito da manhã, já localizada a setenta quilómetros de Lisboa, pronta para uma situação de patinagem artística...