quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O quê?! Depois disto tudo estão aqui a dizer-me que os bloggers sobemsempre no teleférico, mas que já se foram embora!?


Sinceramente não percebo onde está toda a gente

Talvez pergunte a este simpático pássaro de bico adunco que está aqui a voar em círculos por cima de mim...

Bem, agora o melhor é continuar sempre em frente...


Olha, não está aqui ninguém!

Querem lá ver que fui ludibriada pelo Nativo?!

Portanto, agora tenho de escalar esta parede de rocha, é isso?

Tem a certeza que os bloggers estão lá em cima, certo?

Senhor Nativo, por favor! Pode dizer-me em que zona da montanha estãoos bloggers?


Ah, a montanha em Agosto...



Tendo em conta a grande afluência à montanha neste mês de Agosto - já consagrada como a nova tendência do Verão - onde hordas de bloggers, atraídos pela ideia de superação e pelo prazer de ir mais além, deambulam, saltitando de patamar em patamar, tirando selfies nas mais altas ravinas, fazendo boquinhas nas escarpas mais profundas e poses vencedoras ao atingir o cume, Palmier Encoberto, equipada com os seus sapatos pé de gato, com o seu arnês colorido, botija de oxigénio top, com o seu machado de gelo mais afiado, farol de cabeça LED e óculos de sol glaciares, decidiu organizar uma equipa de reportagem para se deslocar para o local e seguir de perto esta nova trend. Estamos neste momento no sopé da montanha, prontos para iniciar a nossa escalada por forma a acompanhar ao vivo e em directo a progressão dos nossos montanhistas a viver incríveis perigos e experiências simbólicas e marcantes.

A repórter em trânsito, do Big Blogger Montanha, o programa que lidera as audiências,

Palmier Encoberto


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Felizmente consegui arranjar outra capa a fazer matchy-matchy com a toalha

Caso contrário, se só tivessem vindo livros com capas amarelas ou roxas ou sei lá eu, teria de deixar a pobre criança ler aquelas maluqueiras todas até ao fim!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Tenho em curso uma pintura agoirada

E é isto. Anda para trás, anda para a frente, para trás, para a frente, para trás, para a frente. E nunca fica bem. 

Agora que exteriorizei, percebi que estou zangadíssima com ela, capaz de a pintar toda de branco, de castigo! 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Se tudo o resto falhar, faço carreira como tosquiadeira!

Antes, em modo urso das cavernas


e... tcharan! 

Depois, em modo blogger de sucesso


(o meu filho diz que ela ficou com cara de velho rezingão, mas eu, que tenho muita fé em mim própria, acho que ficou para lá de excelente!)

Espero que, depois, ela não me venha exigir uma indemnização

É na quinta-feira que partimos para a nossa semana de hotel. Este ano não há restrições de peso para pequena Cutxi, pelo que, nem o facto de estar obesa, obstará às suas férias de sonho. Poderia estar tudo bem, mas estamos, no entanto, com um grave problema, no fundo é um problema de família, que passa de geração em geração, é a conhecida cruz da linhagem Encoberto: Pequena Cutxi está com um coiffure inapresentável. Assim uma coisa rastas style, não sei se estão a conseguir visualizar. Já liguei para todos os fur-stylists da zona e não consigo marcação. 

Acabei de reservar uma maquineta de tosquia para, hoje à tarde, deitar mãos à obra...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Logo eu, que consigo fazer toda a minha vida sem entrar uma única vez que seja na cidade

Fui lá depois do jantar, obrigada pela minha filha, por causa daquela situação do teréré (não sei se é assim que se escreve), talvez se disser hair wrap corra menos riscos de me enganar, que é assim que os senhores têm escrito nas tabuletas, deixei o carro a quilómetros e juntei-me à horda de gentes que se encaminhavam para o centro num passo entre o andar e o correr, como se estivéssemos todos muito atrasados para qualquer coisa, e quando cheguei tive a sensação de estar na idade média num dia de feira franca, banquinhas a vender coisas inenarráveis por todo o lado, pessoas-estátua a fazer de anões, outras de muletas em cima de um estrado, gentes a aplaudir não percebi bem o quê, grupos de cantorias e pessoas de copo na mão e olhos brilhantes a andar em círculos. Furámos por ali fora, muito agarradinhos uns aos outros, não fosse dar-se o caso de nos perdermos, fizemos a tal coisa no cabelo e voltámos para trás quase a fugir. No fim passámos por um carrossel com uns cavalinhos minúsculos e eu disse que queria andar, e eles depois tiravam-me uma fotografia, mas o meu filho disse que era melhor não, e lembrou-me daquela vez em que era pequeno e queria andar no dito carrossel e eu não deixei porque, de acordo com as minhas próprias palavras, o senhor do carrossel tinha todo o ar de ser um perigoso mafioso. Da conhecida máfia dos carrosséis. 
Pobre filho, que desde os três ou quatro anos vive apavorado com o terrível cenário do crime organizado no sector dos divertimentos de rua só porque, naquele fatídico dia, eu não devia estar com vontade de estar ali à espera que ele andasse à roda em cima de uma girafa...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Falta-me cá o meu consorte, para nos pôr a todos a cumprir horários (ou então um cão-pastor)

Ao meio-dia. Foi a hora a que cheguei à praia. Não percebo isto. Acordo às dez, faço os pequenos almoços e depois fico à espera. Quando me parece que está tudo pronto, tenho um filho enfiado na cama a dizer que tem sono, quando o consigo levantar tenho uma filha a pentear os seus longos cabelos durante horas. Ao que parece está com um problema de electricidade estática. Quando consigo reunir os meus filhos, falta-me a minha Maman, que foi só ali fazer não sei quê. Nisto foge-me um filho para parte incerta e assim sucessivamente. Resultado: cheguei à praia ao meio-dia, para sair à uma e pouco para um almoço. O que também não é mau, já que, enquanto vos escrevo, seguro no chapéu com uma mão e aguento estoicamente as chicotadas de areia trazidas pelo vento norte directamente para as minhas costas. Agora tenho de ir reunir o meu rebanho tresmalhado que está quase na hora de ir embora.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O que vês da tua toalha, Palmier?

Vejo várias duplas das raquetes, lá mais ao fundo estão dois americanos ao estilo Leonardo Dicaprio, loiros, bronzeados, em forma, ray ban wayfarer, calções ralph lauren, quase não saem do sítio, a bola vem ter com eles como que por magia, e eles cortam-na com estilo, a raquete tipo lâmina, só o tronco é que dança, no fim do jogo, em vez de darem um mergulho, podiam perfeitamente entrar num daqueles descapotáveis cor-de-rosa dos anos cinquenta e partir em direção ao pôr do sol ao som dos Beach Boys.
À minha frente estão dois alemães, ele de t-shirt vestida, para prevenir o escaldão, ela muito loira e coradinha, são daqueles que jogam muito perto um do outro, só se ouve a bola, tic, tic, tic, super rápida a percorrer os dois metros que os separam, muito concentrados e profissionais a darem o seu melhor. Não é um jogo bonito mas é eficiente e isso é que importa. Ao meu lado, quase em cima de mim- não tardará que me acertem - está um avô e um neto, a bola vai muito alto, em balão, para dar tempo de a apanharem, e apanham mesmo, e atrás de mim, na areia seca e quente, com o sol a pique, estão dois portugueses, um casalinho a tentar ver-se livre dos quilos a mais, ele a dar instruções de como bater a bola como deve ser, é assim! exemplifica ele, assim! ela a correr por todo lado com o seu cai-cai indiscreto, toda transpirada, super empenhada, a esforçar-se imenso, ele a atirar bolas impossíveis de apanhar, ela a mergulhar no areal em croquete e a falhar por centímetros e ele repetidamente danado,  a contrair os maxilares, a dizer que não com a cabeça e a fazer gestos bruscos com os braços, para mostrar o seu descontentamento.
Depois distraí-me com aquele grupo de senhoras muito crescidas que desceu dos toldos dentro de bóias de flamingos, unicórnios e melancias e levei com a bola do avô e do neto na cabeça.